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domingo, 2 de outubro de 2016

Dicas de como transformar o seu cão em um guerreiro infalível para guarda

 Ter um cão de guarda pode representar mais segurança para quem mora em uma casa. Residências com cachorros sofrem menos tentativas de assalto do que aquelas que não os possuem. No entanto, ter um cão de guarda requer conhecimento. A falta de informação ou inexperiência dos proprietários ocasiona a criação inadequada dos cães que, ao invés de guardar o dono, tornam-se um perigo para as pessoas que convivem com eles e para a comunidade.
                  
A escolha da raça

    Infelizmente, muitas raças de cães de guarda foram perdendo suas características originais, em razão de cruzamentos errados e não controlados. Por esse motivo, encontramos cães excessivamente bravos e, o que é bastante comum, cães medrosos que não se prestam à finalidade de guarda. Assim, para escolher o cão ideal, é importante conhecer um pouco do padrão da raça e buscar um canil idôneo que selecione animais de temperamento bem definido para os acasalamentos.
    As raças comumente usadas para guarda são:pitbull,pastor alemão ou belga, doberman, rottweiler, fila brasileiro, mastim napolitano, mastiff, dogue brasileiro,cane corso entre outros. 
    Há raças que não possuem instinto de guarda, no entanto, podem assustar pelo tamanho (ex.: dogue alemão e são bernardo), aparência (ex.: boxer e husky siberiano) e até pela valentia e temperamento de alarme (fox paulistinha e muitos vira-latas). Não se pode esperar desses cães o comportamento de um cão de guarda, mas se o interessado desejar apenas um "efeito moral", podem ser uma opção bem interessante. Certamente, um pouco arriscada para assegurar a guarda da residência, mas uma saída para algumas situações, como medo de criar cães bravios, crianças muito pequenas em casa etc.
   Outro aspecto importante é conhecer eventuais problemas genéticos que possam afetar a raça. Os rottweilers e pastores alemães, por exemplo, podem ser acometidos de displasia coxofemural. Daí ser importante exigir do criador exames negativos dos pais do filhote para essa doença.
    As raças de pelagem curta e pouco espessa não se adaptam bem em locais com invernos rigorosos. O doberman é um exemplo disso. Cães de pelagem longa, por outro lado, necessitam de cuidados, como escovação diária.

O local

    Apartamentos não são locais ideais para se criar cães de grande porte, principalmente os de guarda. Parece óbvio, mas alguns cometem esse erro. O cão preserva o seu território e vai considerar as áreas comuns do edifício como tal. Assim, compartilhar os elevadores com outros moradores e funcionários será um problema, pois o cão poderá atacar. Isso sem falar na falta de espaço que estressará o cão e o tornará facilmente irritável.
    Quem dispõe de uma casa com uma área pequena para manter o animal deve pensar duas vezes. Os cães precisam de espaço e exercício. Também é um erro construir um canil e deixar o cão preso o dia todo. Para ter um cão de guarda, é preciso espaço suficiente para que ele possa se exercitar e tempo para levá-lo para passear.

A criação

    Morder é uma atitude natural de todo filhote, na maioria das vezes para brincar. O cachorro de guarda, especialmente, deve ser desestimulado a fazer isso. Esse hábito se tornará um problema quando o cão for maior, por motivos óbvios. Quando o filhote começar a morder, diga 'NÃO' bem firme e, caso ele insista, diga 'NÃO' novamente, segurando-o pela pele atrás do pescoço, e deixe-o preso por alguns minutos. Não provoque o cachorro com panos, não o irrite para que ele morda. Ensine-o comandos básicos, pois obediência é a característica mais importante e desejável quando se possui um cão. Há vários livros que mostram como ensinar comandos ao filhote.
    O cão JAMAIS pode rosnar para o dono. Isso significa que ele quer"mandar no pedaço". Em se tratando de uma raça de guarda, é possível imaginar o desastre que será se o cão achar que pode fazer o que quer. Na primeira rosnada, segure o focinho do cão ou contenha-o pela pele atrás do pescoço e diga NÃO! Essa é uma palavra que ele deve entender desde o primeiro dia que chegar em sua casa.
    Manipule o cãozinho frequentemente, mexa nas orelhas, abra sua boca, segure suas patas e olhe entre os dedos, pegue sua vasilha de comida e escove seus pelos. Com isso, ele se acostumará com essas práticas e não estranhará quando for adulto.

O adestramento

    Ele começa desde o primeiro dia, com a ajuda de bons livros de adestramento. Para aqueles que não são tão experientes, é possível contratar adestradores profissionais, quando o filhote tiver 6 meses. Mas nesse caso, a responsabilidade do dono na educação do cão não pode ser inteiramente passada para o treinador. O adestrador deve ensinar o cão a atender comandos e o dono a comandar. Somente um trabalho conjunto dará resultado. Ou então, o cão obedecerá apenas ao adestrador e todo o investimento será em vão.
    Cães de guarda, a menos que sejam utilizados em empresas de segurança, pela polícia militar ou pessoas experientes, não devem receber outro adestramento além da obediência básica. Treinar o cão para o ataque (chamado por alguns treinadores de 'treinamento de defesa') é como entregar uma arma carregada a uma criança. Pessoas que não têm experiência com cães de guarda, não conseguirão controlar seus cães, caso eles ataquem.
    Quanto à questão da morte de cães de guarda, provocada pela ingestão de venenos jogados por assaltantes, existe adestramento para isso, porém, apenas alguns cachorros conseguem resistir a um pedaço de carne lançado.

Socialização

    Infelizmente, ainda existem pessoas que pensam que o bom cão de guarda é aquele que morde e ataca tudo que vê. E para conseguir um cão assim, prendem o animal em correntes ou canis, sem contato com pessoas de fora, pois assim 'ele fica bravo'. Animais criados dessa forma são aqueles que, quando escapam, atacam e matam pessoas nas ruas ou causam mutilações nas vítimas. Os acidentes falam por si só. É o resultado de cães não socializados, descontrolados e/ou estimulados a atacar.

    O cão de guarda foi selecionado geneticamente para guardar seu território e seu dono, por isso, não é preciso "deixá-lo bravo" com o isolamento. Naturalmente, o instinto de guarda aparecerá com 1 ou 2 anos de idade. É preciso passear com o cão e submetê-lo a vários estímulos externos (sons, pessoas que ele não conhece, bicicletas e carros passando etc.) para que ele saiba discernir quando deve atacar, ou seja, reconhecer uma situação estranha a seu dia a dia. Uma pessoa pulando o muro, um estranho entrando na casa, uma atitude de violência contra o dono, são motivos para um ataque e não uma situação corriqueira.

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