Guia do Pet

Todas as dicas que vão facilitar e te ajudar a cuidar melhor do seu amiguinho!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cuidado!!! O seu cão pode estar obeso! Saiba tudo sobre a obesidade canina

Os numerosos séculos de domesticação permitiram ao cão desfrutar de bons pratos de comida, mas também compartilhar os nossos maus hábitos.
Cerca de 40% dos cães levados à clinica veterinária hoje sofrem de obesidade. Esta costuma afetar mais as fêmeas do que os machos e certas raças mais do que outras, como por exemplo, Labrador, Rottweiler, Beagle e Basset Hound.
Afinal, o que é um cão obeso ?
É aquele que apresenta um acúmulo excessivo de gordura no corpo e não apenas um excesso de peso, pois este pode ser devido a uma retenção de água ou uma grande massa muscular.
A obesidade traduz-se por uma certa deformação física, devido aos depósitos de gordura localizados ou generalizados. Um cão em estado normal tem suas costelas visíveis quando movimenta-se e as mesmas são fáceis de palpar.
Marshmellow Sema Piracanjuba, exemplo de Beagle com o físico ideal
Causas da obesidade
De longe a primeira causa é a superalimentação. É fácil observar que os cães obesos comem mais do que necessitam . A isto damos o nome de ” balanço positivo de energia “. Para uma alimentação equilibrada, este balanço deve ser nulo, o que quer dizer : o cão deve receber o quanto gasta. A energia fornecida deve compensar exatamente as necessidades fisiológicas ( crescimento, gestação, lactação, etc ) e atividades físicas ( caça, pastoreio, esportes, etc ). Para ser mais clara : se o cão não tem qualquer atividade física e é do tipo que dorme boa parte do tempo, deve receber uma quantidade muito pequena de energia, pois qualquer petisco a mais irá engordá-lo.
Outras causas de obesidade
Estima-se que 25 % dos cães sofram de disfunções hormonais e 15 % tenham a chamada “obesidade do stress ” , que ocorre por falta de atividade, por solidão e até por carência de atenção, o que leva o cão a consumir alimentos em excesso como forma de aliviar a tensão ( é o cão insaciável ).
Complicações devidas a obesidade
As conseqüências imediatas, como diminuição da resistência, contornos pouco graciosos, não são nada em comparação com as múltiplas complicações que se podem produzir :
transtornos no aparelho locomotor
dificuldades cardio-pulmonares
patologias nas funções reprodutivas
predisposição a diabetes
predisposição a enfermidades infecciosas e transtornos cutâneos
altos riscos cirúrgicos
Como vencer a obesidade
1 ) O dono precisa convencer-se do estado de obesidade de seu cão ( a imagem de que o cão gordo é um cão bem tratado é coisa do passado )
2 ) Seguir rigorosamente as indicações do fabricante quanto a quantidade de ração a ser fornecida
3 ) Fracionar a ração ao longo do dia para que o cão tenha sempre a sensação de estar saciado, isto é, em vez de dar 300g de uma só vez, fornecer 3 refeições de 100g
4 ) Dispensar as guloseimas : o biscoito pela manhã, o pedacinho de queijo a tarde, o bifinho a noite, etc.
Estes petiscos são utilizados de forma incorreta. Na verdade, foram criados para serem dados ao cão durante o treinamento, como prêmios, como um incentivo ao aprendizado. Vale esclarecer que biscoito algum faz o milagre de limpar os dentes do cão ( isto é puro marketing para aumentar as vendas do produto ). O que limpa os dentes é a ação mecânica de roer ossos ou a escovação periódica.
5 ) Fazer com que o cão faça exercícios regularmente
Se apesar de todas estas mudanças ele continuar com excesso de gordura, convém estabelecer um programa preciso de emagrecimento junto ao veterinário que o trata. Este poderá utilizar alimentos dietéticos industrializados ou indicar uma dieta caseira.

domingo, 2 de outubro de 2016

Dicas de como transformar o seu cão em um guerreiro infalível para guarda

 Ter um cão de guarda pode representar mais segurança para quem mora em uma casa. Residências com cachorros sofrem menos tentativas de assalto do que aquelas que não os possuem. No entanto, ter um cão de guarda requer conhecimento. A falta de informação ou inexperiência dos proprietários ocasiona a criação inadequada dos cães que, ao invés de guardar o dono, tornam-se um perigo para as pessoas que convivem com eles e para a comunidade.
                  
A escolha da raça

    Infelizmente, muitas raças de cães de guarda foram perdendo suas características originais, em razão de cruzamentos errados e não controlados. Por esse motivo, encontramos cães excessivamente bravos e, o que é bastante comum, cães medrosos que não se prestam à finalidade de guarda. Assim, para escolher o cão ideal, é importante conhecer um pouco do padrão da raça e buscar um canil idôneo que selecione animais de temperamento bem definido para os acasalamentos.
    As raças comumente usadas para guarda são:pitbull,pastor alemão ou belga, doberman, rottweiler, fila brasileiro, mastim napolitano, mastiff, dogue brasileiro,cane corso entre outros. 
    Há raças que não possuem instinto de guarda, no entanto, podem assustar pelo tamanho (ex.: dogue alemão e são bernardo), aparência (ex.: boxer e husky siberiano) e até pela valentia e temperamento de alarme (fox paulistinha e muitos vira-latas). Não se pode esperar desses cães o comportamento de um cão de guarda, mas se o interessado desejar apenas um "efeito moral", podem ser uma opção bem interessante. Certamente, um pouco arriscada para assegurar a guarda da residência, mas uma saída para algumas situações, como medo de criar cães bravios, crianças muito pequenas em casa etc.
   Outro aspecto importante é conhecer eventuais problemas genéticos que possam afetar a raça. Os rottweilers e pastores alemães, por exemplo, podem ser acometidos de displasia coxofemural. Daí ser importante exigir do criador exames negativos dos pais do filhote para essa doença.
    As raças de pelagem curta e pouco espessa não se adaptam bem em locais com invernos rigorosos. O doberman é um exemplo disso. Cães de pelagem longa, por outro lado, necessitam de cuidados, como escovação diária.

O local

    Apartamentos não são locais ideais para se criar cães de grande porte, principalmente os de guarda. Parece óbvio, mas alguns cometem esse erro. O cão preserva o seu território e vai considerar as áreas comuns do edifício como tal. Assim, compartilhar os elevadores com outros moradores e funcionários será um problema, pois o cão poderá atacar. Isso sem falar na falta de espaço que estressará o cão e o tornará facilmente irritável.
    Quem dispõe de uma casa com uma área pequena para manter o animal deve pensar duas vezes. Os cães precisam de espaço e exercício. Também é um erro construir um canil e deixar o cão preso o dia todo. Para ter um cão de guarda, é preciso espaço suficiente para que ele possa se exercitar e tempo para levá-lo para passear.

A criação

    Morder é uma atitude natural de todo filhote, na maioria das vezes para brincar. O cachorro de guarda, especialmente, deve ser desestimulado a fazer isso. Esse hábito se tornará um problema quando o cão for maior, por motivos óbvios. Quando o filhote começar a morder, diga 'NÃO' bem firme e, caso ele insista, diga 'NÃO' novamente, segurando-o pela pele atrás do pescoço, e deixe-o preso por alguns minutos. Não provoque o cachorro com panos, não o irrite para que ele morda. Ensine-o comandos básicos, pois obediência é a característica mais importante e desejável quando se possui um cão. Há vários livros que mostram como ensinar comandos ao filhote.
    O cão JAMAIS pode rosnar para o dono. Isso significa que ele quer"mandar no pedaço". Em se tratando de uma raça de guarda, é possível imaginar o desastre que será se o cão achar que pode fazer o que quer. Na primeira rosnada, segure o focinho do cão ou contenha-o pela pele atrás do pescoço e diga NÃO! Essa é uma palavra que ele deve entender desde o primeiro dia que chegar em sua casa.
    Manipule o cãozinho frequentemente, mexa nas orelhas, abra sua boca, segure suas patas e olhe entre os dedos, pegue sua vasilha de comida e escove seus pelos. Com isso, ele se acostumará com essas práticas e não estranhará quando for adulto.

O adestramento

    Ele começa desde o primeiro dia, com a ajuda de bons livros de adestramento. Para aqueles que não são tão experientes, é possível contratar adestradores profissionais, quando o filhote tiver 6 meses. Mas nesse caso, a responsabilidade do dono na educação do cão não pode ser inteiramente passada para o treinador. O adestrador deve ensinar o cão a atender comandos e o dono a comandar. Somente um trabalho conjunto dará resultado. Ou então, o cão obedecerá apenas ao adestrador e todo o investimento será em vão.
    Cães de guarda, a menos que sejam utilizados em empresas de segurança, pela polícia militar ou pessoas experientes, não devem receber outro adestramento além da obediência básica. Treinar o cão para o ataque (chamado por alguns treinadores de 'treinamento de defesa') é como entregar uma arma carregada a uma criança. Pessoas que não têm experiência com cães de guarda, não conseguirão controlar seus cães, caso eles ataquem.
    Quanto à questão da morte de cães de guarda, provocada pela ingestão de venenos jogados por assaltantes, existe adestramento para isso, porém, apenas alguns cachorros conseguem resistir a um pedaço de carne lançado.

Socialização

    Infelizmente, ainda existem pessoas que pensam que o bom cão de guarda é aquele que morde e ataca tudo que vê. E para conseguir um cão assim, prendem o animal em correntes ou canis, sem contato com pessoas de fora, pois assim 'ele fica bravo'. Animais criados dessa forma são aqueles que, quando escapam, atacam e matam pessoas nas ruas ou causam mutilações nas vítimas. Os acidentes falam por si só. É o resultado de cães não socializados, descontrolados e/ou estimulados a atacar.

    O cão de guarda foi selecionado geneticamente para guardar seu território e seu dono, por isso, não é preciso "deixá-lo bravo" com o isolamento. Naturalmente, o instinto de guarda aparecerá com 1 ou 2 anos de idade. É preciso passear com o cão e submetê-lo a vários estímulos externos (sons, pessoas que ele não conhece, bicicletas e carros passando etc.) para que ele saiba discernir quando deve atacar, ou seja, reconhecer uma situação estranha a seu dia a dia. Uma pessoa pulando o muro, um estranho entrando na casa, uma atitude de violência contra o dono, são motivos para um ataque e não uma situação corriqueira.

sábado, 4 de julho de 2015

Tudo sobre a doença do carrapato!

A doença do carrapato se apresenta de duas formas: a erliquiose (erlichiose) e a babesiose. Elas são transmitidas pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanquineus). Ele se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de sangue. As duas formas da doença podem atingir o cachorro simultaneamente, agravando ainda mais o quadro clínico do cão.  

doença do carrapato também é conhecida como hemoparasitose. É uma das doenças que mais assustam os donos de cachorros, pois não existe vacina contra ela e apesar de existir tratamento e cura, ela também pode ser fatal. Erliquiose (ou Erlichiose) é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Raramente atinge gatos ou seres humanos, embora não seja impossível. É uma doença mais comum durante o verão, já que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir. É comum confundir os sintomas da doença do carrapato com os sintomas da Cinomose, por isso é sempre importante consultar um veterinário assim que seu cachorro se mostrar apático, triste, prostrado e diferente do normal.
 
Babesiose CaninaJá a Babesiose é causada pelo protozoário Babesia canis, que infecta e destrói os glóbulos vermelhos (diferente da Erliquiose, que é causada por uma bactéria que destrói os glóbulos brancos).
Tipos de carrapato


Os carrapatos precisam de um ambiente quente e úmido para se reproduzir, por isso são muito mais comuns em países tropicais. No Brasil, a Babesiose é mais comum no Nordeste e menos comum no Sudeste e no Sul.

O carrapato do cão (Rhipicephalus sanguineus) é encontrado no meio ambiente muito facilmente, como canis, muros, telhados, batentes de portas, troncos e cascas de árvores, parte de baixo de folhas e plantas, residências etc. Esse parasita é muito sensível à claridade, por isso se “escondem” em ambientes com pouca luz. Vale lembrar que o homem não pode ser hospedeiro dos carrapatos. Isso porque dificilmente uma pessoa irá deixar que um carrapato fixe-se em sua pele sem retirá-lo. Além disso, para ser infectado pela doença (tanto a Babesiose quanto a Erliquiose), o carrapato precisa ficar preso à pele por no mínimo 4 horas, o que é muito difícil de ocorrer, já que assim que picados, nossa primeira reação é retirar o parasita do nosso corpo. Como os animais não tem essa capacidade, eles dependem de nós para verificar se há algum carrapato em seu corpo.
 
Importante lembrar que os carrapatos não vivem sem um hospedeiro, pois precisa de seu sangue para sobreviver, sugando-o até ficar saciado. Depois de se alimentar, eles se soltam do hospedeiro até precisar de sangue novamente e partir em busca de um outro animal cujo sangue irá servir de alimento.
 
O carrapato é infectado quando se alimenta do sangue de um cão com Babesiose. Uma vez ingeridas as babésias, elas se instalam e contaminam os ovos que serão postos pelo carrapato fêmea. Depois de já terem contaminado os ovos, as larvas e as ninfas, esses protozoários se fixam nas glândulas salivares do carrapato adulto e se multiplicam neste lugar. Quando este carrapato contaminado for sugar o sangue do próximo hospedeiro (cão), irá infectar este cão.
Como meu cão pode pegar a doença do carrapato?


A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato. O principal vetor é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo do cão.
 

Sintomas da Erliquiose

Os sintomas apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à infecção. A Erliquiose pode ter três fases:
 
1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.
Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.
 
2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)
O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.
 
3. Fase crônica: 
Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença auto-imune, comprometendo o sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.
Como sei que meu cão está com Erliquiose?

O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças, como a Cinomose, por exemplo. A presença do carrapato é relevante para a confirmação da suspeita durante a avaliação clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.
 
Cuidado: os sintomas da doença do carrapato são parecidos com os sintomas da Cinomose. Leia nosso artigo sobre essa doença e tire suas dúvidas.

Tratamento e cura da Erliquiose

A Erliquiose é tratável em qualquer fase. O tratamento é feito à base de medicamentos, sobretudo os aintibióticos (em especial a doxiciclina). Por vezes é necessária a complementação do tratamento com soro ou transfusão de sangue, dependendo do estado do animal.
 
O tratamento pode durar de 21 dias (se iniciado na fase aguda) a 8 semanas (se iniciado na fase crônica). Vai depender da precocidade do diagnóstico, do quadro dos sintomas e a fase em que o animal se encontra no início do tratamento.
 
Quanto mais cedo se começa o tratamento, são maiores as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

Sintomas da Babesiose

Após a infecção, a presença de parasitas no sangue acontece dentro de um ou dois dias, perdurando por cerca de quatro dias. Os microorganismos então desaparecem do sangue por um período de 10 a 14 dias, ocorrendo então uma segunda infestação dos parasitas, dessa vez mais intensa.
 
Muitas infecções por Babesia canis são inaparentes. Em alguns casos, os sintomas clínicos se tornam aparentes apenas após esforço (decorrente de exercício esgotante), cirurgias ou outras infecções. Tipicamente os sintomas da Babesiose são: febre, icterícia, fraqueza, depressão, falta de apetite, membranas mucosas pálidas e esplenomegalia (aumento do baço). Podemos encontrar ainda perturbações da coagulação e nervosas. Por isso é sempre bom estar atento ao comportamento do seu cão. Se de repente ele ficar prostrado, triste, apático, sem ânimo e com atitudes anormais para seu temperamento, investigue imediatamente o que pode estar ocorrendo. Ele pode estar apenas enjoado, mas ele também pode estar infectado, com Babesiose ou Erliquiose, ambas as doenças podendo ser chamadas de “Doença do Carrapato”.
 
Encontrou um carrapato no seu cachorro? Observe seu cão durante três ou quatro dias e repare se há:
– um enorme abatimento;
– apatia, tristeza, prostração;
– febre;
– grande cansaço;
– urina escura (“cor de café”);
– mucosas de cor amarelada antes de se tornarem “branco de porcelana “.
 
Nos exames de laboratório (sangue), os sintomas mais frequentes são: anemia, aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, presença de bilirrubina e hemoglobina na urina e diminuição do número de plaquetas. É muito comum a presença de quadros de insuficiência renal aguda.
 
A babesiose é uma causa infecciosa de anemia hemolítica. O espectro da doença varia de uma anemia leve, clinicamente inaparente, a uma forma fulminante com marcada depressão e achados clínico-patológicos consistentes com coagulopatia intravascular disseminada.
  
Diagnóstico

Exame de sangue imediatamente. O diagnóstico é confirmado pela identificação dos microorganismos de Babesia nas hemácias em esfregaços sanguíneos corados. Contudo, nem sempre os microorganismos podem ser encontrados nos esfregaços sanguíneos e nestes casos podem ser realizados testes sorológicos para confirmação do diagnóstico.

Tratamento e cura da Babesiose

O tratamento da babesiose vai abranger duas questões: o combate ao parasita e a correção dos problemas que foram causados por este parasita (como a anemia e a insuficiência renal, por exemplo).
 
Atualmente, os veterinários possuem à sua disposição piroplasmicidas (Babesicida) capazes de destruir o parasita. O tratamento das complicações da doença, que é indispensável, consiste por exemplo na cura da insuficiência renal (por diferentes meios, entre os quais a hemodiálise, ou seja, o rim artificial), além de serem tratadas as demais complicações da doença.
 
Essas graves complicações, como a insuficiência renal e a anemia aguda, podem levar à morte do cão. Por isso é tão importante diagnosticar a Babesiose Canina o mais rápido possível, assim as sequelas hepáticas e renais são evitadas ao máximo.

Como prevenir a Doença do Carrapato

A melhor maneira de prevenir essa doença é evitando os temíveis carrapatos. É importante desparasitar frequentemente o local onde o cão vive e o próprio cão também. Uma maneira simples e eficaz é manter a grama do jardim sempre curta, para evitar que carrapatos se escondam por baixo das folhas. Outra forma eficaz é a aplicação da “vassoura de fogo” ou “lança chamas” nos muros, canis, estrados, batentes, chão etc., pois elimina todas as fases do carrapato: ovos, larvas, ninfas e adultos. Para desparasitar o cachorro, existem vários métodos: pós, sprays, banhos, coleiras anti-parasitas, medicamentos orais, etc. Ainda não há uma vacina eficaz contra a doença.
 
 
– Verificar a presença de carrapato no cão com frequência;
– Desinfetar o ambiente onde o animal vive periodicamente;
– Usar produtos veterinários carrapaticidas como sabonetes, xampus etc;
– Manter a grama do jardim sempre curta;
– Estar atento aos hotéis para cães, pois se há algum cão infectado, ele poderá transmitir a doença através de outro carrapato do local.
– Aplicar uma pipeta anti-pulgas e anti-carrapatos no cão de 25 em 25 dias.
 
Há vários produtos contra carrapatos. Um dos mais completos é o Max 3, pois ele protege também contra pulgas e age repelindo as pulgas e os carrapatos, não permitindo que esses piquem o animal.
 
Lugares preferidos dos carrapatos no corpo do cão. Verifique sempre:
– Região das orelhas;
– Entre os dedos das patas;
– Próximo aos olhos, nuca e pescoço.
 
Como tirar um carrapato do meu cachorro?

Arrancar o carrapato não é recomendado. Pode acontecer de tirarmos só uma parte do corpo e o resto ficar ainda aderido ao cão, podendo provocar infecções. O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina ao redor, esfregá-lo um momento até que amacie um pouco a pele e depois tentar retirá-lo suavemente. Depois, coloca-se o carrapato no álcool para que morra e não escapem os ovos. Lave as mãos depois de manipulá-los.
 
Existem também as pinças de carrapatos, que servem para extrair o parasita por inteiro. Encontram-se à venda em lojas especializadas de produtos veterinários. Veja como retirar:
 
Remoção do carrapato

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O cio em cadelas: explicação para todas as suas duvidas!

Vamos agora esclarecer as dúvidas mais frequentes relacionadas ao cio em cadelas. E para isso é preciso entender o que é o cio.

O cio é uma das fases do ciclo sexual da cadela, é o período onde ela está pronta para cruzar com um macho e assim procriar. O ciclo da cadela pode ser dividido em 4 etapas:

Proestro: Dura em média 9 dias. É quando observamos um inchaço da vulva, pode ocorrer corrimentos, mas estes devem ser límpidos e sem cheiro desagradável e ocorre também sangramento. Nessa fase podemos observar alterações de comportamento como agressividade.

Estro: É o cio propriamente dito. Esta é a única fase que a fêmea aceita o macho. Nessa fase não temos mais corrimento ou sangramento. É o período fértil da cadela, que dura de 8 a 15 dias após iniciar o sangramento.

Metaestro: É o período da gestação, parto e lactação. Para as cadelas que não cruzaram é geralmente nesse período que algumas podem desenvolver a tão falada gravidez psicológica.

Anestro: É o período de total ausência de cio, seria o descanso sexual.

Como saber que a cadela entrou no cio?

As alterações mais evidentes são o inchaço da vulva e o corrimento ou sangramento. Mas em alguns animais observa-se também micção frequente (a fêmea faz xixi mais vezes) e alterações de comportamento.

Alguns animais apresentam o cio silencioso, isto é, sem qualquer um desses sinais descritos. Nestes casos, a identificação do cio só ocorre quando a fêmea aceita o macho, ou por citologia vaginal ou por dosagem hormonal.

Quando minha cadela terá o 1º cio?

Normalmente as cadelas tem o primeiro cio entre 6 e 8 meses de vida. Porém pode existir uma variação individual, podendo demorar até 12 a 15 meses para o 1º cio.

De quanto em quanto tempo ocorre o cio?

Na maioria das cadelas, o cio ocorre a cada 6 meses, porém isso pode variar para intervalos mais curtos ou mais longos entre os ciclos. Cadelas idosas tendem a ter um intervalo entre cios maior, porém não existe a menopausa.

Cadela no cio pode tomar banho e passear?

Sim. Não há contra indicações para banhos, tosas e passeios. Mas deve-se ter uma atenção especial para que nenhum macho faça a cobertura e assim ocorra uma gravidez indesejada.

Cadela que cruza no 1º cio pode engravidar?

Desde o 1º cio pode ocorrer gestação. Porém, recomenda-se que o primeiro cruzamento ocorra no 3º cio, pois é quando a cadela está com seu aparelho reprodutivo completamente formado e preparado.
Posso cruzar minha cadela em todos os cios?

A cadela é capaz de engravidar em todos os cios, porém o ideal é deixar que a cadela descanse no cio seguinte ao cruzamento, já que durante a gravidez, o parto e a amamentação existe um enorme desgaste da cadela.

Existe anticoncepcional para cadela?

Se não é de seu interesse cruzar sua cadelinha, castrar é a melhor opção. Medicamentos que interrompem o cio existem, porém o uso frequente dessas medicações podem predispor o animal ao câncer e outras doenças do aparelho reprodutivo.

A castração, além de se evitar o cio e uma gravidez indesejada, diminui consideravelmente as chances de o animal desenvolver tumores de mama e infecções uterinas.

E se você pensa em cruzar sua cadela, antes informe-se sobre os cuidados e custos com a mãe e os filhotes durante e pós gestação e assegure-se de que os filhotes terão destino de confiança.

Observação: diferentemente do que muitas pessoas pensam, cães machos não tem cio.