Todas as dicas que vão facilitar e te ajudar a cuidar melhor do seu amiguinho!

sábado, 4 de julho de 2015

Tudo sobre a doença do carrapato!

A doença do carrapato se apresenta de duas formas: a erliquiose (erlichiose) e a babesiose. Elas são transmitidas pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanquineus). Ele se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de sangue. As duas formas da doença podem atingir o cachorro simultaneamente, agravando ainda mais o quadro clínico do cão.  

doença do carrapato também é conhecida como hemoparasitose. É uma das doenças que mais assustam os donos de cachorros, pois não existe vacina contra ela e apesar de existir tratamento e cura, ela também pode ser fatal. Erliquiose (ou Erlichiose) é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Raramente atinge gatos ou seres humanos, embora não seja impossível. É uma doença mais comum durante o verão, já que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir. É comum confundir os sintomas da doença do carrapato com os sintomas da Cinomose, por isso é sempre importante consultar um veterinário assim que seu cachorro se mostrar apático, triste, prostrado e diferente do normal.
 
Babesiose CaninaJá a Babesiose é causada pelo protozoário Babesia canis, que infecta e destrói os glóbulos vermelhos (diferente da Erliquiose, que é causada por uma bactéria que destrói os glóbulos brancos).
Tipos de carrapato


Os carrapatos precisam de um ambiente quente e úmido para se reproduzir, por isso são muito mais comuns em países tropicais. No Brasil, a Babesiose é mais comum no Nordeste e menos comum no Sudeste e no Sul.

O carrapato do cão (Rhipicephalus sanguineus) é encontrado no meio ambiente muito facilmente, como canis, muros, telhados, batentes de portas, troncos e cascas de árvores, parte de baixo de folhas e plantas, residências etc. Esse parasita é muito sensível à claridade, por isso se “escondem” em ambientes com pouca luz. Vale lembrar que o homem não pode ser hospedeiro dos carrapatos. Isso porque dificilmente uma pessoa irá deixar que um carrapato fixe-se em sua pele sem retirá-lo. Além disso, para ser infectado pela doença (tanto a Babesiose quanto a Erliquiose), o carrapato precisa ficar preso à pele por no mínimo 4 horas, o que é muito difícil de ocorrer, já que assim que picados, nossa primeira reação é retirar o parasita do nosso corpo. Como os animais não tem essa capacidade, eles dependem de nós para verificar se há algum carrapato em seu corpo.
 
Importante lembrar que os carrapatos não vivem sem um hospedeiro, pois precisa de seu sangue para sobreviver, sugando-o até ficar saciado. Depois de se alimentar, eles se soltam do hospedeiro até precisar de sangue novamente e partir em busca de um outro animal cujo sangue irá servir de alimento.
 
O carrapato é infectado quando se alimenta do sangue de um cão com Babesiose. Uma vez ingeridas as babésias, elas se instalam e contaminam os ovos que serão postos pelo carrapato fêmea. Depois de já terem contaminado os ovos, as larvas e as ninfas, esses protozoários se fixam nas glândulas salivares do carrapato adulto e se multiplicam neste lugar. Quando este carrapato contaminado for sugar o sangue do próximo hospedeiro (cão), irá infectar este cão.
Como meu cão pode pegar a doença do carrapato?


A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato. O principal vetor é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo do cão.
 

Sintomas da Erliquiose

Os sintomas apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à infecção. A Erliquiose pode ter três fases:
 
1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.
Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.
 
2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)
O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.
 
3. Fase crônica: 
Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença auto-imune, comprometendo o sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.
Como sei que meu cão está com Erliquiose?

O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças, como a Cinomose, por exemplo. A presença do carrapato é relevante para a confirmação da suspeita durante a avaliação clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.
 
Cuidado: os sintomas da doença do carrapato são parecidos com os sintomas da Cinomose. Leia nosso artigo sobre essa doença e tire suas dúvidas.

Tratamento e cura da Erliquiose

A Erliquiose é tratável em qualquer fase. O tratamento é feito à base de medicamentos, sobretudo os aintibióticos (em especial a doxiciclina). Por vezes é necessária a complementação do tratamento com soro ou transfusão de sangue, dependendo do estado do animal.
 
O tratamento pode durar de 21 dias (se iniciado na fase aguda) a 8 semanas (se iniciado na fase crônica). Vai depender da precocidade do diagnóstico, do quadro dos sintomas e a fase em que o animal se encontra no início do tratamento.
 
Quanto mais cedo se começa o tratamento, são maiores as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

Sintomas da Babesiose

Após a infecção, a presença de parasitas no sangue acontece dentro de um ou dois dias, perdurando por cerca de quatro dias. Os microorganismos então desaparecem do sangue por um período de 10 a 14 dias, ocorrendo então uma segunda infestação dos parasitas, dessa vez mais intensa.
 
Muitas infecções por Babesia canis são inaparentes. Em alguns casos, os sintomas clínicos se tornam aparentes apenas após esforço (decorrente de exercício esgotante), cirurgias ou outras infecções. Tipicamente os sintomas da Babesiose são: febre, icterícia, fraqueza, depressão, falta de apetite, membranas mucosas pálidas e esplenomegalia (aumento do baço). Podemos encontrar ainda perturbações da coagulação e nervosas. Por isso é sempre bom estar atento ao comportamento do seu cão. Se de repente ele ficar prostrado, triste, apático, sem ânimo e com atitudes anormais para seu temperamento, investigue imediatamente o que pode estar ocorrendo. Ele pode estar apenas enjoado, mas ele também pode estar infectado, com Babesiose ou Erliquiose, ambas as doenças podendo ser chamadas de “Doença do Carrapato”.
 
Encontrou um carrapato no seu cachorro? Observe seu cão durante três ou quatro dias e repare se há:
– um enorme abatimento;
– apatia, tristeza, prostração;
– febre;
– grande cansaço;
– urina escura (“cor de café”);
– mucosas de cor amarelada antes de se tornarem “branco de porcelana “.
 
Nos exames de laboratório (sangue), os sintomas mais frequentes são: anemia, aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, presença de bilirrubina e hemoglobina na urina e diminuição do número de plaquetas. É muito comum a presença de quadros de insuficiência renal aguda.
 
A babesiose é uma causa infecciosa de anemia hemolítica. O espectro da doença varia de uma anemia leve, clinicamente inaparente, a uma forma fulminante com marcada depressão e achados clínico-patológicos consistentes com coagulopatia intravascular disseminada.
  
Diagnóstico

Exame de sangue imediatamente. O diagnóstico é confirmado pela identificação dos microorganismos de Babesia nas hemácias em esfregaços sanguíneos corados. Contudo, nem sempre os microorganismos podem ser encontrados nos esfregaços sanguíneos e nestes casos podem ser realizados testes sorológicos para confirmação do diagnóstico.

Tratamento e cura da Babesiose

O tratamento da babesiose vai abranger duas questões: o combate ao parasita e a correção dos problemas que foram causados por este parasita (como a anemia e a insuficiência renal, por exemplo).
 
Atualmente, os veterinários possuem à sua disposição piroplasmicidas (Babesicida) capazes de destruir o parasita. O tratamento das complicações da doença, que é indispensável, consiste por exemplo na cura da insuficiência renal (por diferentes meios, entre os quais a hemodiálise, ou seja, o rim artificial), além de serem tratadas as demais complicações da doença.
 
Essas graves complicações, como a insuficiência renal e a anemia aguda, podem levar à morte do cão. Por isso é tão importante diagnosticar a Babesiose Canina o mais rápido possível, assim as sequelas hepáticas e renais são evitadas ao máximo.

Como prevenir a Doença do Carrapato

A melhor maneira de prevenir essa doença é evitando os temíveis carrapatos. É importante desparasitar frequentemente o local onde o cão vive e o próprio cão também. Uma maneira simples e eficaz é manter a grama do jardim sempre curta, para evitar que carrapatos se escondam por baixo das folhas. Outra forma eficaz é a aplicação da “vassoura de fogo” ou “lança chamas” nos muros, canis, estrados, batentes, chão etc., pois elimina todas as fases do carrapato: ovos, larvas, ninfas e adultos. Para desparasitar o cachorro, existem vários métodos: pós, sprays, banhos, coleiras anti-parasitas, medicamentos orais, etc. Ainda não há uma vacina eficaz contra a doença.
 
 
– Verificar a presença de carrapato no cão com frequência;
– Desinfetar o ambiente onde o animal vive periodicamente;
– Usar produtos veterinários carrapaticidas como sabonetes, xampus etc;
– Manter a grama do jardim sempre curta;
– Estar atento aos hotéis para cães, pois se há algum cão infectado, ele poderá transmitir a doença através de outro carrapato do local.
– Aplicar uma pipeta anti-pulgas e anti-carrapatos no cão de 25 em 25 dias.
 
Há vários produtos contra carrapatos. Um dos mais completos é o Max 3, pois ele protege também contra pulgas e age repelindo as pulgas e os carrapatos, não permitindo que esses piquem o animal.
 
Lugares preferidos dos carrapatos no corpo do cão. Verifique sempre:
– Região das orelhas;
– Entre os dedos das patas;
– Próximo aos olhos, nuca e pescoço.
 
Como tirar um carrapato do meu cachorro?

Arrancar o carrapato não é recomendado. Pode acontecer de tirarmos só uma parte do corpo e o resto ficar ainda aderido ao cão, podendo provocar infecções. O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina ao redor, esfregá-lo um momento até que amacie um pouco a pele e depois tentar retirá-lo suavemente. Depois, coloca-se o carrapato no álcool para que morra e não escapem os ovos. Lave as mãos depois de manipulá-los.
 
Existem também as pinças de carrapatos, que servem para extrair o parasita por inteiro. Encontram-se à venda em lojas especializadas de produtos veterinários. Veja como retirar:
 
Remoção do carrapato

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O cio em cadelas: explicação para todas as suas duvidas!

Vamos agora esclarecer as dúvidas mais frequentes relacionadas ao cio em cadelas. E para isso é preciso entender o que é o cio.

O cio é uma das fases do ciclo sexual da cadela, é o período onde ela está pronta para cruzar com um macho e assim procriar. O ciclo da cadela pode ser dividido em 4 etapas:

Proestro: Dura em média 9 dias. É quando observamos um inchaço da vulva, pode ocorrer corrimentos, mas estes devem ser límpidos e sem cheiro desagradável e ocorre também sangramento. Nessa fase podemos observar alterações de comportamento como agressividade.

Estro: É o cio propriamente dito. Esta é a única fase que a fêmea aceita o macho. Nessa fase não temos mais corrimento ou sangramento. É o período fértil da cadela, que dura de 8 a 15 dias após iniciar o sangramento.

Metaestro: É o período da gestação, parto e lactação. Para as cadelas que não cruzaram é geralmente nesse período que algumas podem desenvolver a tão falada gravidez psicológica.

Anestro: É o período de total ausência de cio, seria o descanso sexual.

Como saber que a cadela entrou no cio?

As alterações mais evidentes são o inchaço da vulva e o corrimento ou sangramento. Mas em alguns animais observa-se também micção frequente (a fêmea faz xixi mais vezes) e alterações de comportamento.

Alguns animais apresentam o cio silencioso, isto é, sem qualquer um desses sinais descritos. Nestes casos, a identificação do cio só ocorre quando a fêmea aceita o macho, ou por citologia vaginal ou por dosagem hormonal.

Quando minha cadela terá o 1º cio?

Normalmente as cadelas tem o primeiro cio entre 6 e 8 meses de vida. Porém pode existir uma variação individual, podendo demorar até 12 a 15 meses para o 1º cio.

De quanto em quanto tempo ocorre o cio?

Na maioria das cadelas, o cio ocorre a cada 6 meses, porém isso pode variar para intervalos mais curtos ou mais longos entre os ciclos. Cadelas idosas tendem a ter um intervalo entre cios maior, porém não existe a menopausa.

Cadela no cio pode tomar banho e passear?

Sim. Não há contra indicações para banhos, tosas e passeios. Mas deve-se ter uma atenção especial para que nenhum macho faça a cobertura e assim ocorra uma gravidez indesejada.

Cadela que cruza no 1º cio pode engravidar?

Desde o 1º cio pode ocorrer gestação. Porém, recomenda-se que o primeiro cruzamento ocorra no 3º cio, pois é quando a cadela está com seu aparelho reprodutivo completamente formado e preparado.
Posso cruzar minha cadela em todos os cios?

A cadela é capaz de engravidar em todos os cios, porém o ideal é deixar que a cadela descanse no cio seguinte ao cruzamento, já que durante a gravidez, o parto e a amamentação existe um enorme desgaste da cadela.

Existe anticoncepcional para cadela?

Se não é de seu interesse cruzar sua cadelinha, castrar é a melhor opção. Medicamentos que interrompem o cio existem, porém o uso frequente dessas medicações podem predispor o animal ao câncer e outras doenças do aparelho reprodutivo.

A castração, além de se evitar o cio e uma gravidez indesejada, diminui consideravelmente as chances de o animal desenvolver tumores de mama e infecções uterinas.

E se você pensa em cruzar sua cadela, antes informe-se sobre os cuidados e custos com a mãe e os filhotes durante e pós gestação e assegure-se de que os filhotes terão destino de confiança.

Observação: diferentemente do que muitas pessoas pensam, cães machos não tem cio.




quinta-feira, 2 de julho de 2015

Os cuidados com a troca de ração!

Muitos não sabem que devemos ter muito cuidado ao trocar a ração do nosso cachorro, seja ele filhote ou adulto. O organismo dos cães é sensível e uma simples troca brusca pode acarretar em problemas na sua saúde, como diarréiavômitos e desidratação (em casos mais graves, podendo levar o cão a precisar ficar internado).
 
Você pode se perguntar “por que eu iria querer trocar a ração?”. Existem vários motivos que podem te levar a querer trocar a ração do seu cachorro.
 

Motivos para trocar a ração do cachorro


São vários os motivos que nos fazem ter que trocar a ração do cão. Por exemplo:
 
– Trocar de uma ração standard ou premium para uma super premium, que tem mais qualidade e nutrientes;
– O cachorro estar se recusando a comer a ração atual e aí somos forçados a efetuar a troca;
– A ração atual deixa as fezes moles ou com cheiro muito forte e queremos deixar as fezes mais sequinhas e durinhas;
– O cachorro tem muitos gases por conta da ração;
– O cachorro apresentou alergia ou problemas de pele devido à ração;
– A ração atual subiu o preço e precisamos encaixar a nova ração no orçamento;
– Os donos mudam pra uma região onde não se tem fácil acesso à determinada marca de ração;
– Lançamento de uma ração específica pra raça do nosso cão;
– etc
 
Bem, você viu que são vários os motivos que podem nos levar à troca da ração, mas como fazer isso com o menor impacto possível para a saúde do cachorro? É simples, basta se programar. Não deixe a ração atual acabar antes de você ter efetuado toda a troca, ou você pode deixar o seu cão passando mal e até doente.




quarta-feira, 1 de julho de 2015

Unidos contra o preconceito: Pit Bulls e Condenados e Pit Boss

Podemos falar sem nenhuma dúvida que as raças pertencentes ao grupo dos Pit Bulls (American Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier e o Staffordshire Bull Terrier) são hoje as mais crucificadas e estigmatizadas. Um legado injusto com uma raça tão amiga e que um dia já foi considerada como o “cão babá” por sua paciência com crianças.
O problema maior com essa propagação de medo e de conceitos errados é o fato de os Pit Bulls estarem sofrendo as consequências pelo preconceito alheio.
Em alguns lugares do mundo, os Pit Bulls estão sendo banidos e são as raças mais difíceis de serem adotadas. Por esse motivo, muitos abrigos vão escolher eutanasiar primeiro o Pit Bull do que um cão de qualquer outra raça.
Segundo o Examiner, estima-se que 1 milhão de Pit Bulls sejam eutanasiados por anos nos Estados Unidos. Cerca de 75% dos abrigos precisam eutanasiar Pits assim que chegam, sem mesmo receberam a chance de serem adotados.
Um estudo da Animal People divulgou que para cada 1 Pit que encontra um lar, 599 são eutanasiados.
É o grupo mais explorado e negligenciado nas ilegais brigas de cães. Abusados ao limite e levando uma vida que é mais cruel e dolorosa que a própria eutanásia.
Por tudo isso, os programas de televisão Pit Bulls e Condenados e Pit Boss, do gênero reality show e que passam no canal Animal Planet, são vitais para a compreensão do público. Primeiro pelo seu alcance de espectadores e segundo por mostrar o lado verdadeiro dos cães, não o que é sempre disseminado na grande mídia, mas o seu lado dócil e leal.
Há um elemento importante em comum entre os dois programas: Possuem ex-presidiários e pessoas que um dia foram ligadas ao crime, mas hoje buscam aceitação, desejam fazer parte e dar a volta por cima.
São pessoas e cachorros que sofrem muito preconceito e são excluídos por erros do passado ou pintados como vilões pela mídia. O elo mais importante e que os conecta, Pits e homens, é a incompreensão de uma sociedade que nem sempre dá segundas chances.

                                                                            Pit Boss

Shorty é um anão, protagonista do Pit Boss e proprietário da Shortywood Productions, uma agência que trabalha com artistas anãos. É um ex-presidiário que deu a volta por cima e além de seu negócio ligado ao entretenimento, dedica parte de sua vida à causa dos Pits com a Shorty’s Pit Bull Rescue, grupo que resgata, reabilita e realoca Pits que são negligenciados em lares.
Ele possui cães da raça Pit Bull desde os 14 anos e credita sua vida atual aos seus amigos caninos que já “salvaram sua vida” nos momentos mais difíceis. Hoje ele tem 5 Pits e um deles, que sempre aparece, chama-se Hércules e é um cão de serviço, auxiliando Shorty  com seus problemas de coluna.


          
                                                                 Pit Bulls e Condenados


Tia Torres, treinadora de Pit Bulls e fundadora do Villalobos Rescue Center em Agua Dulce, Califórnia, o maior centro de reabilitalçao de Pit Bulls nos Estados Unidos. Ela trabalha com 200 Pit Bulls e conta com a ajuda de meia dúzia de ex-condenados em condicional, oferecendo tanto ao melhor amigo do homem quanto aos homens uma chance de redenção.
Segundo Tia, “Não são muitos que estão disponíveis a dar uma segunda chance para ex-condenados. Mas eu dei. E agora os “bad boys” da sociedade conhecem os pseudo “bad boys” do mundo canino e boom! Criam mágica juntos. Eles trazem um lado de cada um mais doce, amoroso e e inacreditavelmente tocante”

Informações dos programas foram retiradas do site do canal!